Prefeitura leva projeto piloto de Desfile Sustentável com ações ambientais e sociais ao trio da BaianaSystem no Campo Grande
- Soteropolitano Notícias
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Fotos: Fernando Peixoto e Wilson Sabadin / Secom PMS
Reportagem: Nilson Marinho / Secom PMS
O trio da BaianaSystem entrou na avenida do Circuito Osmar (Campo Grande) neste sábado (14) com uma série de ações socioambientais que integram o projeto “Desfile Sustentável”. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Salvador, por meio das secretarias municipais de Cultura e Turismo (Secult) e de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), e o Conselho Britânico, dentro da agenda de cooperação entre as instituições.
O desfile do trio funcionou como um projeto piloto para testar soluções que reduzissem os impactos ambientais e sociais do Carnaval. Entre as medidas está a contratação de uma cooperativa com 30 pessoas para recolher os resíduos gerados e “esquecidos” pelos foliões durante a passagem do trio. Também foi firmado uma cooperação com a Associação de Baianas de Acarajé (Abam) para compra do azeite de dendê utilizado para preparar o quitute. O material será adquirido pelo Conselho Britânico por R$ 50 o litro, valor acima do mercado, para evitar o descarte irregular.

O titular da Secis, Ivan Euler, explica que a proposta é testar um modelo de trio sustentável replicável que possa ser ampliado para outros trios e blocos, reduzindo os impactos sociais e ambientais do Carnaval. A ideia é que, no próximo ano, o trio seja 100% elétrico.
“Já existe, na Inglaterra, um modelo de mini trio totalmente elétrico, mas ainda é um veículo pequeno. A ideia é pegar esse exemplo e adaptá-lo à realidade de Salvador, transformando um trio elétrico tradicional em um trio 100% elétrico. E o impacto não está só no motor. Na verdade, o que mais polui são os geradores. A maioria dos trios tem dois geradores, e até os menores têm pelo menos um. A proposta é que toda essa energia, em vez de vir de combustíveis fósseis, passe a ser fornecida por baterias elétricas”, revelou.
Ainda conforme o secretário, o trio da BaianaSystem também foi monitorado por sensores de emissão de gases, permitindo o cálculo do volume de poluentes liberados durante o cortejo. O plantio para compensação será realizado no Quilombo Rio dos Macacos, em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador (RMS). “Como Salvador tem o maior Carnaval popular do mundo, esse é o cenário ideal para desenvolver um projeto piloto desse tipo. O lugar certo para testar essa iniciativa é o Carnaval de Salvador”, completou Ivan.

A vice-prefeita e titular da Secult, Ana Paula Matos, afirmou que a parceria entre a Prefeitura de Salvador, o Conselho Britânico e a BaianaSystem reforça que o Carnaval da capital vai além da festa. Segundo ela, trata-se de um evento que dialoga com o mundo, valoriza a herança africana, aposta na inovação e deixa um legado de sustentabilidade para a cidade.
“Estamos falando de um evento que dialoga com o mundo, valoriza a herança africana, aposta na inovação e deixa um legado de sustentabilidade para a cidade. Salvador assume o protagonismo de pensar um Carnaval mais sustentável, inclusivo e conectado com os desafios do nosso tempo, sem abrir mão da sua identidade, da sua cultura e da força do seu povo”, pontuou.
Entre as beneficiadas pela ação sustentável está a catadora Viviane Pereira França. Para ela, a iniciativa representa reconhecimento do trabalho realizado durante a festa. “Essa ação ajuda a gente de verdade, nos valoriza, já que deixamos o circuito limpo para as novas atrações, para os foliões aproveitarem a avenida. Além de aproveitar a avenida, vai estar tudo limpo, tudo bem cuidado, e a gente não polui o meio ambiente. A gente ajuda a limpar e preservar”, disse.











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