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Flávio diz que Jair Bolsonaro o aconselhou a falar a verdade e que Eduardo vive de doação do pai

  • Soteropolitano Notícias
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Foto: Lula Marques / Agência Brasil


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (15) que conversou com seu pai, Jair Bolsonaro (PL), a respeito de sua relação com Daniel Vorcaro, revelada pelo site The Intercept Brasil, e que o ex-presidente lhe disse para ficar tranquilo e falar a verdade. 


Flávio afirmou que o dono do Banco Master e Bolsonaro nunca se encontraram, apesar de ter havido uma tentativa de levar o ex-presidente à mansão do ex-banqueiro para assistir a um documentário. O presidenciável também criticou seu rival na direita, o ex-governador Romeu Zema (Novo), a quem chamou de precipitado por ter dito que o caso era "imperdoável". 


O pré-candidato disse que esteve com Bolsonaro na tarde de quarta (13), logo após virem à tona as conversas e áudios em que ele cobrava de Vorcaro os aportes restantes para bancar o filme "Dark Horse", em homenagem ao ex-presidente. A última mensagem do senador ao ex-banqueiro é de 16 de novembro, um dia antes da prisão de Vorcaro. 


"Expliquei [ a Bolsonaro] que a imprensa havia noticiado o caso e que não havia absolutamente nada de errado. Ele me disse para ficar tranquilo, seguir firme e falar a verdade, que é o que estou fazendo. Insisto que não fiz nada de errado; trata-se de um investimento privado em um filme com expectativa de retorno", disse Flávio a jornalistas no aeroporto em Brasília, antes de embarcar para um evento no Rio. 


Flávio disse ainda que o custo total de "Dark Horse" (azarão em inglês) foi de US$ 16 milhões (cerca de R$ 80 milhões na cotação atual), mas não soube detalhar o caminho do dinheiro entre as empresas ligadas a Vorcaro e a produtora do filme, passando por um fundo nos EUA gerenciado pelo advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). 


O senador voltou a negar que parte do dinheiro tenha sido usada para bancar despesas do irmão, suspeita investigada pela Polícia Federal, e disse que Eduardo sobrevive de uma doação feita pelo pai e de reservas próprias. 


Flávio disse que Zema foi "precipitado" e que tentou ligar para o adversário para conversar. Ele também agradeceu ao presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), que minimizou o episódio. 

"Ele [Zema] é novo na política e precisa entender que tem a grande responsabilidade de ajudar os brasileiros a se livrarem do PT. Eu merecia, pelo menos, o benefício da dúvida da parte dele após meus esclarecimentos. Ele se equivocou em se antecipar e me pré-condenar, eu jamais faria isso com ele", declarou. 


"A última parcela que ele pagou foi em maio de 2025, quando o caso não estava em evidência como hoje. 


Não havia operação contra ele. Eu apenas cobrava que o contrato fosse cumprido. É difícil arrumar investidores para um filme assim e eu não queria que a produção fosse interrompida", disse ainda. 


"Minha relação com ele era estritamente profissional para tratar do fundo. Quando os problemas com ele surgiram, a relação foi encerrada e busquei outros investidores para terminar o filme", completou.


 
 
 

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