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'O Agente Secreto' não existiria sem Bolsonaro, afirma Wagner Moura

  • Soteropolitano Notícias
  • 19 de jan.
  • 1 min de leitura

Foto: Divulgação


Em agenda de divulgação do longa "O Agente Secreto" nos Estados Unidos, Wagner Moura foi entrevistado por Jordan Klepper no programa "The Daily Show" na última sexta (16). O apresentador parabenizou o brasileiro pela conquista de dois prêmios no Globo de Ouro. 

Ao longo da conversa, o ator explicou que a produção de Kleber Mendonça Filho acompanha um homem permanece fiel aos seus valores, mesmo diante de cenários que o pressionam a seguir na direção oposta do que acredita. O longa se passa em 1977, durante a ditadura militar, no Brasil. 

Para Moura, embora a ditadura militar tenha encerrado em 1985, os ecos do período continuam presentes no país. "Quando nós elegemos um presidente de extrema-direita em 2018, esse homem foi como uma manifestação física desses ecos", diz. 

O brasileiro também afirma que agradeceu a Bolsonaro em um dos prêmios que ganhou em Cannes. "Sem ele, nunca teríamos feito esse filme. O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e pelo diretor Kleber Mendonça Filho com o que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022", conta. 

"Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil no século 21. Estávamos nos ligando: 'como podemos reagir a isso?'", comenta o artista. 

Moura e Keppler também discutem a importância de preservar a memória e a história para não repetir de erros do passado. É nesse contexto que o brasileiro critica a Lei da Anistia, de 1979.

 
 
 

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